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O conceito de motivação é muito extenso e complexo, pois não existe uma regra geral, como uma receita de doce, na qual os ingredientes são misturados na medida certa e com o tempo de preparo definido. São ações diversas, que contemplam um universo de inúmeros fatores, que têm que ser dirigidos especificamente para cada caso, conforme a atividade empresarial, o perfil dos colaboradores, as ações tomadas anteriormente neste sentido, o perfil do empresário (se exerce administração autocrática ou participativa). Enfim, depende da aceitação do empresário em implantar ações que motivam; avaliar o resultado destas ações e constantemente promover a manutenção e/ou o aperfeiçoamento das mesmas.
Conceitualmente, a motivação é formada por uma tríade composta de: benefícios / incentivos / treinamento e tem que ser harmonizada por estes três elementos. De nada adiantará o empresário oferecer treinamento e especialização, se não oferecer também atrelados a estes, benefícios e incentivos. Caso contrário, só estará proporcionando a concorrência entre profissionais mais qualificados, nos quais investiu em capacitação. Porém, não conseguirá conservá-los por falta de alguns acessórios complementares que os mantenham constantemente motivados. Então, enumeramos algumas formas de motivação, envolvendo individualmente os elementos motivadores, não se esquecendo, porém, de que são integrantes de uma tríade que tem que ser harmonizada entre si:
Benefícios
Consiste basicamente numa complementação salarial; é conhecida, no campo empresarial, como salário indireto e pode ser representado por inclusões de produtos e/ou serviços que o funcionário deveria pagar em caso de uso. Como exemplo, podemos citar: convênio de assistência médico-hospitalar/ odontológica; ticket-refeição; vale-transporte; vales-compra; parcerias com clubes e entidades; convênios de descontos para medicamentos; cesta básica; creche; uniforme e material escolar para os dependentes.
Incentivos
São ações que dependem da criatividade do empresário, pois é necessário o conhecimento do perfil dos seus colaboradores, suas necessidades, ambições, carências e o seu grau de profissionalismo. Como exemplo, podemos citar: premiações por metas alcançadas (bônus sobre produtos, comissão sobre totalidade de vendas, viagens com a família, jantares, churrasco de confraternização, etc.); diálogo constante com a equipe de colaboradores (de preferência reuniões com o grupo, ouvindo e avaliando sugestões); dimensão da estrutura para que nenhum componente do grupo possa se sentir prejudicado ou com carga excessiva de serviço; elogios (carta pessoal; referendum para o grupo; cartaz afixado com foto, nome e motivo da ação; etc.); manutenção do corpo-a-corpo diário com os colaboradores, transmitindo segurança e energia positiva.
Treinamento
Significa capacitar, proporcionar maior conhecimento específico da atividade, para se obter um maior grau de profissionalismo da equipe, e com isso, transmitir ao cliente maior segurança no atendimento. Todo e qualquer meio, adotado como forma de aprendizado, podem e devem ser estimulados e motivados, desde: cursos; palestras; feiras; seminários; exposições; workshops; leituras; visitas a concorrentes, etc...
Concluindo, investir em treinamento dos funcionários com a finalidade de capacitá-los, significa promover uma mudança de comportamento e de qualificação, visando a um melhor atendimento ao cliente com padrões diferenciados dos concorrentes. Portanto, o processo de motivação deverá ser sempre acompanhado e avaliado, para que o mesmo seja contínuo, modificado, aperfeiçoado e possa gerar resultados positivos, sem acomodação e principalmente sem criar vícios, ou permitir interferências que possam prejudicá-lo.
Apesar da crise, vendas do varejo crescem 5,9% em 2009.
Setor de super e hipermercados, com alta de 8,3%, puxa o resultado, segundo o IBGE. Jornal do Commércio - 24/02/2010
Mesmo sob efeito da crise econômica internacional, o comércio varejista brasileiro cresceu 5,9% em 2009, impulsionado pelo aumento da renda e por incentivos fiscais do governo, segundo avaliou ontem o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em dezembro, as vendas passaram por uma acomodação após dois meses seguidos de forte alta - houve queda de 0,4% em relação a novembro. "Mesmo com crise não tivemos perda de massa salarial e renda, houve aumento do emprego, retomada do crédito no segundo semestre, inflação mais baixa, juros menores e estímulo fiscal", ressaltou o técnico da Coordenação de Comércio e Serviços do instituto, Reinaldo Pereira. O segmento de super e hipermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo foi um dos motores da expansão, com alta de 8,3%.
Outros destaques foram os segmentos de artigos farmacêuticos e de perfumaria (alta de 11,8%), veículos, motos e peças (11,1%) e equipamentos de informática (10,6%). Fecharam em queda material de construção (-5,9%) e de vestuário, calçados e tecidos (-2,8%).
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